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Como tirar lucro da empresa e organizar a herança com as regras de 2026

Desde 2026, lucro acima de R$ 50 mil por mês pago ao mesmo sócio tem retenção de 10% de Imposto de Renda, e renda acima de R$ 600 mil no ano tem tributação mínima. No imposto sobre herança, Goiás já cobrava por faixas e já avaliava cotas a preço de mercado; a reforma obriga os outros estados a seguir o mesmo caminho.

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O que está em discussão

A distribuição de lucros. Desde 1º de janeiro de 2026, pagamento de mais de R$ 50 mil a um sócio no mesmo mês, a título de lucros, tem retenção de 10% de Imposto de Renda, sobre o valor todo, não só sobre o excedente. O limite é contado por empresa, por sócio e por mês, o que significa que muitas vezes basta programar a distribuição ao longo do ano para ficar abaixo dele. Não exige estrutura nova: é organização do fluxo de caixa. Calibrar é legítimo; criar empresa artificialmente só para multiplicar o limite não é, e será questionado.

Para empresas do Simples há disputa em aberto: a Receita se contradisse em dezembro de 2025 e hoje exige a retenção, embora a Lei do Simples, que é complementar, isente esses lucros. Há ação no Supremo sobre o tema, ainda sem decisão definitiva, e a Receita autua quem não retém.

O imposto sobre herança e doação. A reforma tributária tornou obrigatório, em todo o país, o imposto sobre herança e doação com alíquotas progressivas. A Lei Complementar 227, de janeiro de 2026, fixou as regras gerais: a alíquota sobe por faixas, como no imposto de renda, até o teto de 8% definido pelo Senado.

Em Goiás, essa estrutura já existe desde 2016. A alíquota vai de 2% a 8%, e cada percentual incide só sobre a parte do valor que está na sua faixa.

Goiás também já avalia cotas de sociedade empresária, forma da maioria das holdings, pelo patrimônio a preço de mercado, somado ao valor do ponto e da clientela. Um imóvel comprado há vinte anos entra pelo que vale hoje, e não pelo que está nos livros.

A novidade da lei nacional é outra. Doações feitas aos poucos passam a ser somadas para definir a faixa, no prazo que a lei de cada estado fixar. E os estados que ainda avaliavam cotas pelo valor contábil terão de mudar.

Quando um estado muda a lei para cobrar mais, a regra nova só vale no ano seguinte e depois de noventa dias. Por isso, planejamento com bens em mais de um estado precisa olhar a lei de cada um.

A consequência honesta: a holding continua fazendo sentido, evita inventário, organiza a convivência entre herdeiros, protege contra divórcio e dívida de herdeiro, permite doar mantendo o controle, mas a economia de imposto virou um dos motivos, não o motivo. Quem apresentar holding como solução mágica para não pagar imposto está vendendo o que não existe. E há uma novidade a favor: o Supremo decidiu, em caráter vinculante, que não incide imposto de herança sobre VGBL e PGBL (Tema 1.214), o que deu peso à previdência privada no planejamento.

Antes de nos procurar, confira

Isso se aplica ao seu caso?

Aplica-se se

  • Há distribuição de lucros acima de R$ 50 mil por sócio em algum mês
  • A renda anual do sócio passa de R$ 600 mil
  • Existe holding familiar montada, ou a ideia de montar uma
  • Há imóveis, participações societárias ou negócio em funcionamento a transmitir
  • A família nunca mapeou regime de casamento, herdeiros e dívidas

NÃO se aplica se

  • A intenção é blindagem contra credor já existente, isso é fraude, e não fazemos
  • A ideia é montar holding só para pagar menos imposto, sem outro objetivo
  • O patrimônio é pequeno e a sucessão já está resolvida em testamento simples

Se algum item da coluna da direita for o seu caso, é provável que esta não seja a via, e dizer isso agora poupa o seu tempo. Em caso de dúvida, escreva assim mesmo: respondemos indicando se há elementos para uma análise.

O que fazemos

O procedimento, passo a passo

Diagnóstico patrimonial e sucessório da família

Ajuste da distribuição de lucros, que é a medida de efeito imediato

Simulação do imposto de herança nos dois cenários, pela lei do estado de cada bem

Avaliação de previdência privada e seguro antes de decidir sobre holding

Estruturação da holding, se e quando a conta justificar

Documentos que qualificam a análise

  • Relação de bens e participações
  • Contratos sociais e alterações
  • Atas de distribuição de lucros
  • Certidão de casamento e regime de bens
  • Declaração de imposto de renda dos sócios

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Descreva a situação e diga quais documentos você já tem em mãos. Respondemos indicando se o caso reúne os elementos mínimos para uma análise documental.

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